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Keep on dreaming 🌈

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Num dos meus poemas preferidos, Sebastião da Gama escreve "Pelo sonho é que vamos". E acredito que é mesmo assim.
São os sonhos que nos movem, nos dão energia e força. Nos quais colocamos a nossa criatividade, a nossa vontade, contornamos dificuldades e queremos superar tudo para os concretizar.

Desde pequenos que nos dizem para sonharmos. "Sonha em grande!".
Queremos ser tudo, ir a todo o lado, estar com todas as pessoas. Nada é impossível. A imaginação é fértil e sem limites. Não há restrições, constrangimentos, proibições. Os sonhos toldam a nossa personalidade e a nossa ambição. Fazem-nos crescer.

Depois, no turbilhão da idade adulta, os sonhos perdem a intensidade, parece que não lhes damos a mesma importância, já não são uma prioridade. Dão lugar a objetivos, metas. Coisas concretas, por vezes objetos e bens quantificáveis. Um alvo que temos de acertar, não podemos errar. Passamos a "sonhar pequeno", para serem alcançável. Sonhamos menos, porque em…

A liberdade de escrever entre aspas

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Escrever entre aspas.
Sempre fui de evitar a utilização das aspas quando escrevo. Respeito a sua função na pontuação, como nas citações e transcrições, mas na escrita coloquial sempre fui um bocadinho contra.
Não gosto de escrever entre aspas. Vejo a escrita como um exercício de escolha das palavras certas para dizer o que penso e sento, o que quero dizer.
Parece que é uma coisa de preguiçosos, de desistir à primeira adversidade, ir pelo caminho mais fácil. Parece que estamos com pressa e queremos é despachar o que estamos a escrever, sem pensar, sem cuidado. Parece que não estamos verdadeiramente presentes nas palavras que escrevemos.

Escrever entre aspas.
É uma fuga, um refúgio, quando não encontramos a palavra exata para dizer o que sentimos - porque pode ser entendida de forma errada ou ser demasiado forte e dura para quem a lê. As aspas podem ser uma almofada para o que queremos dizer, com o poder de suavizar o seu significado e retirar peso ao seu formato.
Ajuda a ser entendíve…

Uma carta para mim (há 10 anos atrás)

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O que gostava de dizer a mim mesma há 10 anos atrás? Este foi o meu ponto de partida para uma carta que decidi escrever a mim mesma. Uma viagem às minhas memórias recentes e que fazem de mim o que sou hoje e que serão sempre importantes para o que serei no futuro.

Olá! 
Marca o dia de hoje no calendário. Daqui 10 (ou 20) anos lembra-te deste dia. O dia em que escolhi para te escrever sobre a tua caminhada nos últimos 10 anos.

Foram 10 anos fantásticos! Em que viveste tanto. Em que conquistaste tanto. Em que conheceste pessoas maravilhosas e descobriste novos locais e culturas. Em que encontraste sempre forma de aprender mais - curiosa como és. Em que te descobriste a ti e te conseguiste renovar.

Olha para os teus filhos e vê como estão crescidos. 
Não só em tamanho, mas no que se tornaram. Miúdos giros, com uma personalidade forte, decididos e com vontade própria. Saudáveis e com gosto por aprender. Nem sempre te ouvem, mas sabes... tudo o que tens vivido com eles e o que lhes tens mostra…

Até onde pode ir o amor pelos filhos?

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Vi recentemente dois filmes cujo argumento é muito idêntico: a relação de uma mãe e um pai com o seu filho dependente de drogas em recuperação. Tendo muitos pontos em comum, são histórias muitos diferentes. Quer em Ben is Back [O Ben Está de Volta] quer em Beautiful Boy não há músicas bonitas nem paisagens de cortar a respiração, mas são histórias de amor - daquelas que fazem com que o coração fique apertadinho.

Como pontos em comum temos o amor incondicional dos progenitores pelo filho, presentes no seu crescimento, e as memórias de um infância cheia de momentos felizes. Temos famílias que se preocupam com a felicidade de todos, que colocam o cuidar dos outros como a sua primeira prioridade, pais que procuram conhecer profundamente o seu filho e que não percebem as razões que o tenham levado para caminhos de dependência [cuja realidade eles próprios desconhecem]. E ainda o universo da dependência de drogas: numa realidade assustadoramente banal.

Sem entrar em detalhes sobre o caminh…

Boas ideias são para retomar

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O início do ano é ótimo para estabelecer objetivos e novas rotinas para a nossa vida. Sentimos as energias renovadas e, perante um novo ciclo, é altura para pôr em prática algumas ideias guardadas na gaveta e também para recuperar rotinas antigas, que entretanto caíram no esquecimento.

Inspirada pelos mood boards que se utilizam muitas vezes para apresentar ideias ou conceitos nas apresentações de marketing, há alguns anos atrás (dois ou três, julgo) tive a ideia de todos os meses escolher uma mensagem que tornaria no “mantra” para a toda a família. Uma frase ou uma imagem com um significado relevante para mim, que gostava de trazer para os meus dias e que, simultaneamente, passasse a fazer sentido para os meus filhos. Teria de ser alguma mensagem motivadora, que mexesse connosco, talvez pelo peso da sua simplicidade ou apenas por nos relembrar do que é realmente importante. O objetivo era ser um reminder, uma presença “física” que funcionaria como inspiração para o bem maior que proc…

Quando a vida nos coloca em stand by

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Há alturas na vida que entramos em modo stand by. Porque a nossa saúde - ou de alguém próximo - nos manda desacelerar, porque o projeto em que estamos a trabalhar já não precisa de nós, porque as relações nos pregaram uma rasteira ou porque desaparece alguém de quem gostamos muito. De um dia para o outro. Não há tempo para reagir, os factos estão consumados e estão diante nós como a nossa nova realidade.

O sinal de pausa coloca-nos numa situação que desconhecemos. Ficamos desnorteados, perdidos. Sem base, sem chão. Procuramos os alicerces mais firmes para nos apoiarmos. O vazio da incerteza, do desconhecido toma conta de nós. Assumimos uma postura de serenidade - ainda que por vezes nos apeteça entrar em histeria -, porque a vida nos ensinou que é a melhor resposta para não impolar o que são os factos que não podemos alterar. Mudamos, então, a nossa atitude perante a adversidade.

Antes não sobrava tempo para nada. E agora temos tempo para tudo. Ou não. É uma ilusão achar que sim. Que…

Manifesto familiar: dizer não ao plástico

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Mudar de hábitos não é fácil. É mais simples manter tudo como está, seguir a vida sem pensar muito se estamos ou não a fazer o melhor para os outros e para o ambiente. A conveniência passou a imperar no consumo, multiplicando a quantidade de soluções para que o dia a dia seja facilitado. No entanto, é impossível ficar indiferente às imagens sobre o lixo nos oceanos e nas praias e sentimos na pele os efeitos das alterações climáticas.

"O que podemos alterar nas rotinas familiares para alterar este comportamento?" é a questão que temos vindo a colocar e a procurar respostas. Imposto por novas regras - e por vontade própria - começámos timidamente a incluir algumas práticas para ter um comportamento mais consciente sobre o plástico que consumimos. O saco reutilizável para as compras - optando pela fruta e vegetais avulso (sem utilização de sacos e embalagens plásticas) -, a garrafa de água reutilizável para andar connosco todo o dia, recusar o uso de descartáveis - como copos …