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Até onde pode ir o amor pelos filhos?

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Vi recentemente dois filmes cujo argumento é muito idêntico: a relação de uma mãe e um pai com o seu filho dependente de drogas em recuperação. Tendo muitos pontos em comum, são histórias muitos diferentes. Quer em Ben is Back [O Ben Está de Volta] quer em Beautiful Boy não há músicas bonitas nem paisagens de cortar a respiração, mas são histórias de amor - daquelas que fazem com que o coração fique apertadinho.

Como pontos em comum temos o amor incondicional dos progenitores pelo filho, presentes no seu crescimento, e as memórias de um infância cheia de momentos felizes. Temos famílias que se preocupam com a felicidade de todos, que colocam o cuidar dos outros como a sua primeira prioridade, pais que procuram conhecer profundamente o seu filho e que não percebem as razões que o tenham levado para caminhos de dependência [cuja realidade eles próprios desconhecem]. E ainda o universo da dependência de drogas: numa realidade assustadoramente banal.

Sem entrar em detalhes sobre o caminh…

Boas ideias são para retomar

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O início do ano é ótimo para estabelecer objetivos e novas rotinas para a nossa vida. Sentimos as energias renovadas e, perante um novo ciclo, é altura para pôr em prática algumas ideias guardadas na gaveta e também para recuperar rotinas antigas, que entretanto caíram no esquecimento.

Inspirada pelos mood boards que se utilizam muitas vezes para apresentar ideias ou conceitos nas apresentações de marketing, há alguns anos atrás (dois ou três, julgo) tive a ideia de todos os meses escolher uma mensagem que tornaria no “mantra” para a toda a família. Uma frase ou uma imagem com um significado relevante para mim, que gostava de trazer para os meus dias e que, simultaneamente, passasse a fazer sentido para os meus filhos. Teria de ser alguma mensagem motivadora, que mexesse connosco, talvez pelo peso da sua simplicidade ou apenas por nos relembrar do que é realmente importante. O objetivo era ser um reminder, uma presença “física” que funcionaria como inspiração para o bem maior que proc…

Quando a vida nos coloca em stand by

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Há alturas na vida que entramos em modo stand by. Porque a nossa saúde - ou de alguém próximo - nos manda desacelerar, porque o projeto em que estamos a trabalhar já não precisa de nós, porque as relações nos pregaram uma rasteira ou porque desaparece alguém de quem gostamos muito. De um dia para o outro. Não há tempo para reagir, os factos estão consumados e estão diante nós como a nossa nova realidade.

O sinal de pausa coloca-nos numa situação que desconhecemos. Ficamos desnorteados, perdidos. Sem base, sem chão. Procuramos os alicerces mais firmes para nos apoiarmos. O vazio da incerteza, do desconhecido toma conta de nós. Assumimos uma postura de serenidade - ainda que por vezes nos apeteça entrar em histeria -, porque a vida nos ensinou que é a melhor resposta para não impolar o que são os factos que não podemos alterar. Mudamos, então, a nossa atitude perante a adversidade.

Antes não sobrava tempo para nada. E agora temos tempo para tudo. Ou não. É uma ilusão achar que sim. Que…

Manifesto familiar: dizer não ao plástico

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Mudar de hábitos não é fácil. É mais simples manter tudo como está, seguir a vida sem pensar muito se estamos ou não a fazer o melhor para os outros e para o ambiente. A conveniência passou a imperar no consumo, multiplicando a quantidade de soluções para que o dia a dia seja facilitado. No entanto, é impossível ficar indiferente às imagens sobre o lixo nos oceanos e nas praias e sentimos na pele os efeitos das alterações climáticas.

"O que podemos alterar nas rotinas familiares para alterar este comportamento?" é a questão que temos vindo a colocar e a procurar respostas. Imposto por novas regras - e por vontade própria - começámos timidamente a incluir algumas práticas para ter um comportamento mais consciente sobre o plástico que consumimos. O saco reutilizável para as compras - optando pela fruta e vegetais avulso (sem utilização de sacos e embalagens plásticas) -, a garrafa de água reutilizável para andar connosco todo o dia, recusar o uso de descartáveis - como copos …

Tu é que decides

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Escreve num papel
...o que te aborreceu no dia de hoje.
...aquela vez em que alguém te desrespeitou.
...o que te disseram e que te deixou triste.
...o que sentiste quando falhaste.
...aquela vez que choraste.
...o que te desiludiu.
...o teu maior defeito.
...aquela vez que não tiveste coragem.
...o que perdeste para sempre.
...aquela vez em te sentiste magoada.
...o que reclamaste e criticaste hoje.
...aquela vez que te comparaste com alguém.

Mas escreve mesmo.
Depois deita fora. Ou guarda.
Tu é que decides.


Não sei andar de bicicleta 🚲
[foto: Kelly Sikkema, Unsplash]

Método para inspirar o ano novo

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Uma das decisões que tomei para 2019 foi tentar ser mais organizada. Não que não tenha a habilidade de conjugar os afazeres familiares, profissionais e pessoais, mas falta-me método e disciplina. O lado direito do meu cérebro tem soberania neste campo... Defino tarefas e objetivos, mas os caminhos para os realizar são sempre (demasiado) flexíveis e com (muito) espaço para a intuição e criatividade. Não há nada de errado nisto, mas tenho a expectativa que a integração de uma rotina vai facilitar a organização do meu dia-a-dia.
Para além disso, gosto de ter um local onde registo os meus planos do ano a diferentes níveis, onde faço o meu banco de ideias sobre o que quero escrever, onde planeio a próxima viagem e onde vou anotando os livros que leio e os filmes que vejo ao longo do ano, como se de um diário se tratasse.
Equilibrar o recurso ao digital e ao analógico - muitas vezes com duplicação de informação - e insistir na escrita manual - que atualmente é quase inexistente e que tem t…

O tom do que dizemos

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As mensagens escritas vieram tomar um lugar importante nas relações. Diria que dificilmente viveríamos sem a sua instantaneidade e possibilidade de dispersão, a um ou vários interlocutores. Criamos grupos no whatsapp com diferentes temáticas e para todos os assuntos, preferimos enviar um sms a dizer que estamos atrasados do que telefonar e usamos todos os canais que temos ao nosso dispor para partilhar uma informação ou uma imagem que achamos que poderá fazer a diferença no dia de alguém. Existe um léxico próprio, cheio de abreviaturas e símbolos que substituem as palavras.
Escolhido o meio escrito, entre o emissor e o receptor, a mensagem será sempre a rainha. Desde pequenos recados, avisos e lembretes, a longas conversas e flirts, as mensagens escritas podem ser o princípio (e o fim) de relações e podem ser o ponto de encontro dos amigos (os de sempre, os da universidade, os do jantar das terças-feiras, os das corridas).
No entanto não são fidedignas, não são transparentes, são ape…