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O direito de votar

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Hoje é dia de eleições. Dia da exercer um direito. Um direito conquistado por outros e, em especial no que diz respeito às mulheres, que devemos respeitar e assumir como um dever.
É assim que vejo o processo eleitoral. A oportunidade de expressar a minha opinião: informada, argumentada, presente e participativa. É assim que a transmito aos meus filhos.

Hoje é um dia especial. O dia em que o meu filho exerceu pela primeira vez o seu direito de voto. Talvez o que ele tenha desejado com mais ênfase desde que atingiu a maioridade. A possibilidade de dizer ao mundo: estou aqui e tenho a minha opinião.

Há semanas que conversamos sobre programas eleitorais, modelos de governação, políticas europeias, candidatos. Não tenho como objetivo influenciá-lo [até porque a nossa visão de "ser europeu" é seguramente diferente], mas ajudá-lo a pensar, a ter sentido crítico e a procurar informação para esclarecer as sua opinião.
Aqui em casa sempre existiu o hábito de ter a televisão está liga…

O que me inspira ❤

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Para escrever vou buscar a inspiração a muitas coisas. Ao meu dia-a-dia, a conversas que tenho, ao que observo, ao que leio e ouço. Não sou muito impulsiva e antes de escrever gosto de ponderar - agir de cabeça quente nunca é boa solução -, e vou formando a minha opinião, o meu ponto de vista, relacionando com o que vou vivendo e, se é relevante para mim, passo-o para palavras minhas.

E se escrevo para mim - e para quem me quiser ler, por isso mesmo o partilho num blog -, sei bem que há pessoas que têm verdadeiramente o dom da palavra, de escrever para inspirar os outros.
Palavras que muitas vezes parecem que foram feitas para nós, para aquele momento, porque nos sabe bem lê-las. Palavras que "invejamos" não termos sido nós a escrever, porque são aquilo que gostaríamos de dizer. Palavras que nos fazem conhecer novos pontos de vista, outras opiniões, formas diferentes da nossa de estar na vida. Palavras que organizam as nossas palavras, que andam perdidas em nós e que naquel…

Mãe modelo ou modelo de Mãe?

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Esta é uma das questões que me fui colocando ao longo dos anos: que tipo de Mãe sou eu? Amorosa? Rigorosa? Descontraída? Exigente? Presente? Protetora? Insegura? E poderia continuar...

Tenho claramente um modelo de Mãe. A minha. Sempre por perto, com a palavra certa, compreensiva, amorosa e carinhosa, que me deu liberdade para tomar as minhas decisões, que me viu "cair" e me soube apoiar sempre que foi preciso. Uma Mãe que prescindiu da sua vida profissional para acompanhar os filhos, passou-lhes valores e princípios fundamentais e soube dar-lhes asas para voarem.
Quando somos mães tendemos a ser uma cópia do modelo que conhecemos.

Ma nos dias de hoje somos "bombardeados" com mensagens sobre Mães modelo. Com teorias revolucionárias sobre a maternidade, sobre como os filhos devem ser educados, que colocam em causa paradigmas há muito definidos sobre questões de saúde e alimentação, que estratégias devem ser seguidas para ser "melhor Mãe"...
Quando somos m…

África minha 🐘

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O título engana, pois não vou falar sobre o filme com aquele título - apesar de muitas vezes me terem vindo à memória as belíssimas paisagens onde foi filmado. Hoje escrevo sobre três livros que me acompanharam durante o mês de março e que despertaram de novo em mim a veia de leitora compulsiva - viciada neste enredo maravilhoso.

Uma das razões porque gosto de me juntar a clubes de leitura, ou classificar as minhas escolhas literárias por desafios coletivos que vou encontrando nas redes sociais, é que me permitem descobrir verdadeiras jóias - raras e preciosas. Este foi mais um caso.
"Trilogias" foi o tema proposto para o mês de março no Clube de Leitura by Cláudia e, depois de balançar entre se iria conseguir ou não ler três livros sobre uma mesma história num mês [esse sim, um verdadeiro desafio!], fui ver se na biblioteca estaria disponível alguma das várias sugestões [para não correr o risco de perder o interesse a meio e estar a gastar dinheiro desnecessariamente].
Tu…

Vai correr tudo bem 🌾

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Digo-o para mim mesma, vezes se conta
Baixinho, em surdina, mas com convicção
Repito, para que as palavras ecoem na minha cabeça
Ouço-as e deixo que cheguem ao meu coração

Vai correr tudo bem
Arrisca. Pensa menos. Desfruta a viagem, sem ansiar pela chegada ao destino.

Vai correr tudo bem
Amanhã vai nascer outro dia e mais oportunidades de ser feliz.

Vai correr tudo bem
Tem paciência. Aprende a esperar. Tudo tem um tempo certo para acontecer.

Vai correr tudo bem
Sabes que tens quem te guie, te segure, te levante. E que também podes fazê-lo sozinha.
Vai correr tudo bem É como um beijinho que damos para curar um 'dói-dói', um abraço mais demorado.
Vai correr tudo bem
A tristeza passa. O sorriso volta. A dor diminui. O amor torna a ausência em saudade.
Vai correr tudo bem As palavras certas que alimentam a coragem, acalmam e dão confiança. Aquela que vive dentro de mim e que me esqueço.

Vai correr tudo bem
Tu consegues. Acredita.

Não sei andar de bicicleta 🚲 [Foto Sweet Ice Cream Photography,…

Viajar com adolescentes ✈ Destino Londres

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Londres foi o nosso primeiro destino de viagem a três - mãe e dois filhos adolescentes (na altura com 14 e 11 anos).
Faz por estes dias quatro anos e foi, sem dúvida, uma viagem muito especial. Para os miúdos tudo era novidade e, para mim, um regresso a uma cidade que já tinha visitado há algum tempo [a primeira vez com nove anos e onde regressei várias vezes, em trabalho] e que adoro.
Num altura em que estou a preparar uma nova visita a Londres - uma girls trip para ir ver um musical a pedido da miúda - é altura de recordar estes quase quatro dias intensos na capital da Inglaterra.
Em seguida fica o roteiro desta viagem e algumas dicas (sempre úteis) para melhor preparar e usufruir deste destino.

Dia 1
Este dia foi essencialmente dedicado à viagem: avião, comboio e metro até chegar ao hotel.
O avião da TAP saiu de Lisboa ao final da manhã e, assim que aterrou no Aeroporto de Gatwick,apanhamos o comboio que nos levaria a Londres. Comprei os bilhetes de comboio antecipadamente (um mês…

O que o meu pai me ensina

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O meu pai ensina-me a pôr a família em primeiro lugar. Sempre.
Saber que os nossos são os mais importantes, que estarão lá sempre para nós - mesmo que não compreendam as razões - e que serão sempre o nosso porto de abrigo. E o quanto é importante (e bom) estarmos juntos.
Mostra-me que é importante criar raízes, regá-las e cuidar delas; mas também que é preciso saber libertar as amarras, deixar voar (e às vezes cair - e estar lá para amparar a queda e ajudar a levantar).

No seu coração de pai (e avô) cabe sempre mais um, para quem abre o seu abraço e convida a ficar. Ensina-me que a infância deixa memórias felizes para sempre e que as ausências devem ser compensadas com dias cheios de amor, atenção e dedicação.
Ensina-me a respeitar os mais velhos, a atender à sua sabedoria de anos de vida, a ouvir os seus conselhos. Mostra-me que ponderar e esperar podem ser virtudes excepcionais.

Ensina-me a ser comprometida com a minha profissão, com dedicação e empenho para atingir os meus propósi…