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Quando levamos o arco-íris aos outros 🌈

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Se encontras uma oportunidade para fazer outra pessoa feliz, tens de a aproveitar.
E, se essa oportunidade junta o teu gosto pela fotografia, então também tu vais ficar mais feliz.

Demorei uns minutos a decidir. 'Isto não é para mim, é para profissionais'. 'Mas se for entre amigos chegados posso fazer algo de bom e que os deixe mais alegres'. 'Com todo o cuidado e medidas de segurança, tenho aqui a minha oportunidade de voltar a fotografar e que tenho tanta vontade'. 'De certeza que terei o apoio dos de sempre'.
Demorou apenas uns minutos para ter doze amigos a dizerem que sim ao meu desafio de #retratosàporta, para o Dia da Mãe.

Foi maravilhoso!
Revermos-nos, mesmo que à distância de um olhar e através da lente.
Sorrisos e os melhores abraços, registados para a posteridade.
Um momento único que conseguimos cristalizar no tempo, para um dia mostrar aos filhos e aos netos.
Lágrimas de felicidade pela normalidade desta breve ocasião, que vamos guardar pa…

Arritmia do Coração de Mãe ❤️

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O coração é um órgão vital no nosso organismo.
É ele que bombeia o sangue que percorre o nosso corpo da cabeça aos pés, levando oxigénio e nutrientes que nos mantêm vivos e saudáveis.
É ele que vai mudando a velocidade dos batimentos, seguindo o nosso estado de espírito e regulado pela atividade física que praticamos.
É também o coração que está ligado às nossas emoções, do amor ao medo, da serenidade à angústia, da felicidade à tristeza – com uma escala de intensidade que fortalece a sua elasticidade.

O bater do coração é um dos primeiros sinais de vida. Para mim, é o big bang que inicia o ‘ser mãe’. Na primeira ecografia, ouvir o bater do coração de um novo ser, ainda dentro de nós, como se fosse um solo de bateria num concerto ao vivo, é um momento único.

Acredito também que a partir desse momento o coração de mãe começa a bater de outra forma. Não deve ter explicação científica, mas vejo-o como se o coração adicionasse ao seu duplo batimento um ritmo diferente, mas que seguisse…

Faltam-me as palavras

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Por estes dias, as palavras ficam-me na alma.
Toda a dor que sinto pelo momento que vivemos, paralisam a articulação do pensamento. Parecem pequenos sonhos, que recordo depois de um sono interrompido

Faltam-me as palavras para descrever o que sinto. O que vejo acontecer todos os dias. A ausência da liberdade e a resiliência. O medo da incerteza sempre presente e que não nos deixa antever o amanhã. O perigo deste vírus invisível, em doses elevadas de intensidade e velocidade de propagação sem igual. A coragem de tantos, a esperança que todos alimentamos e o final feliz que todos desejamos.

Guardo para mim a volatilidade das opiniões, das tomadas de posição, pelos comentários mais ou menos inflamados. Avanço com a minha perspectiva de vida positiva, de ver sempre o melhor das situações. Jogo com a serenidade, a ponderação. Resisto a por os óculos da escuridão e de entregar a vontade ao destino.

O que vejo, ouço e leio parecem marés-vivas, com ondas incontroláveis e descompassadas. Em q…

Todas as coisas maravilhosas

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Roubei o título desde texto ao monólogo que o ator Ivo Canelas apresentou recentemente no Estúdio TimeOut e noutras salas do país. Isto porque casa perfeitamente com um ritual que iniciei no final do ano passado e que hoje me apeteceu partilhar. 

Criei uma nota no telemóvel com uma lista do que me faz feliz. Sempre que me lembro de alguma coisa, passo por lá e vou acrescentando. São coisas simples, que despertam os sentidos e carregadas de emoções. São coisas pequenas que passam despercebidas no correr do dia-a-dia, mas que mudam o meu estado de espírito (para melhor) e que fazem sorrir e brilhar o olhar.

Cada um de nós há-de ter as suas coisas maravilhosas - que vos incito a registar - mas a minha pequena lista conta já com algumas que me trazem - de olhos abertos ou fechados - memórias (boas).

Um mergulho no mar Uma noite estrelada O calor do sol na pele O cheiro da terra molhada Os pés macios dos bebés  Ter tempo para estar Cantar no duche da manhã  Dançar descalça na relva Dar a mão…

Portas de segurança

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Nunca gostei muito das portas da minha casa.
'Quando tiver dinheiro, vou trocá-las', dizia. O tempo foi passando e nunca a prioridade foi para comprar portas novas.
Hoje, olho para estas portas e vejo nelas segurança.

São a barreira entre sair e ficar em casa. Voluntariamente e com responsabilidade. Talvez ainda maior do que aquela que nos foi imposta.
São o que fisicamente nos separa do exterior, de poder estar com os nossos, poder fazer a vida que queremos.

Vivemos num momento em que as portas ganharam outro significado.
Queremos mantê-las abertas, porque nos dão mais liberdade, mais espaço. E, simultaneamente, fechadas para fazer a diferença, cortar a corrente.
Esperar que não haja nenhuma situação de força maior que nos leve a ter de as abrir, para ter de ir ao encontro de outros que precisam mesmo de as manter fechadas e que não podem por em risco a sua proteção.
Agradecer a quem tem de abrir as portas - e deixar os seus - para ter de socorrer os outros, de continuar a m…

Let's celebrate happiness 🎈

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E passou mais um ano... inacreditável...
Este meu refúgio de escrita faz dois anos.
Uma necessidade, uma brincadeira, uma fuga, um me-time. Um momento de reflexão, sem obrigação. Um formato de registo de pensamentos, emoções, inspirações e motivação.

É assim que vejo como o tempo voa, como tenho de acelerar o passo para aproveitar cada minuto, para poder deixar uma história bonita. Para olhar para o passado e não me reconhecer no que era atrás no tempo, para recordar um momento passado com carinho e saudade, para querer reviver o que senti em alguma altura ou apenas apreciar como o tempo me foi favorável.

Dois anos de tanto que ficou por escrever aqui. Textos que deambulam na minha cabeça, que vão ganhando corpo no que vivo, em que o tempo para os passar a palavras escritas é investido em presença, em viver por inteiro momentos que não se repetem.

Dois anos com tantas mudanças, em que várias coisas saíram do seu lugar para serem substituídas por outras. Num ritmo de diferentes veloci…

Mudar hábitos e comportamentos pelo planeta 🌏

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Muito já se ouviu sobre o que podemos fazer para minimizar o impacto negativo que causamos ao planeta. Há quem tape os ouvidos e continue a achar que as suas ações terão muito pouco peso num mal universal que já não tem retorno. E há quem, como eu, que ache que vale a pena mudar hábitos e comportamentos, assumindo um papel na redução da pegada ambiental.

Volto a este assunto quando, naquele que já é um hábito diário, preparo as minhas refeições para levar para o trabalho. Tudo é colocado em recipientes de vidro - alguns de reutilização, como os frascos de vidro -, levo água numa garrafa reutilizável, a bolsa de transporte e o guardanapo são de pano, os talheres são os que uso em casa e faço sempre um esforço para que os alimentos sejam confeccionados por mim, com ingredientes de origem biológica. Até o café que tomo no escritório é numa chávena de vidro e as cápsulas são todas separadas e entregues para reciclagem.

Penso também no privilégio que tenho de poder vir a pé para o escritó…