O amor é cego

Estar apaixonado é maravilhoso. Parece que andamos nas nuvens, uns centímetros acima do chão. Há sempre uma banda sonora maravilhosa a tocar, o sol brilha todos os dias, temos tempo para tudo. O nosso coração bate mais depressa, tudo é cor-de-rosa como nos sonhos. É um estado de felicidade suprema. Em que o amor que sentimos extravasa o nosso próprio ser, que nos faz sentir tudo de forma exacerbada. O todo é muito mais que a soma das partes, destinadas a estar enamoradas e juntas para todo o sempre, como nos romances dos livros e do cinema. Mas será sempre assim o amor? O amor anula as imperfeições, disfarça o que achamos que 'com o tempo melhora', perdoa o levantar de voz ou o levantar a mão. O amor diz que 'foi só uma vez', faz acreditar que não se repete. O amor faz achar que controlar o que vestes e onde vais 'faz parte'. O amor faz aceitar que a tua opinião é um mero acessório, que pode ser descartado, que a tua voz não tem valor e que o silêncio é ...