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Não te prendas 🍃

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Num sonho que não é o teu. Numa opção que não é a tua. Nas palavras que não queres dizer. Nos propósitos que não são os teus. Nos caminhos que não queres percorrer. Nos sapatos que não são o teu número. Num chapéu que não te serve. Nas portas que não queres entrar. Não te prendas. Só tens de fazer o que te faz sentido. Sê livre. Sê tu mesma. Não sei andar de bicicleta 🚲 [Foto: Valeriia Miller, Pexels]

O meu dia. Meu.

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E passou mais um ano. 365 dias. Mais uma volta ao sol do dia que escolhi como o meu dia. O dia zero. O dia versão 1.0 de mim própria. O dia do reinício, do recomeço. O dia em que decidi que aquele ia ser o meu dia. Um dia marcado no calendário. No calendário da minha vida. Sem ser o dia em que nasci ou outra data importante para ser celebrada. Um dia num mês de um ano que se tornou especial para mim. Uma data que celebro só comigo. Sempre que se cumpre mais um ano e, por vezes, quando completa mais um mês. Em que regresso ao que decidi naquele dia, ao que me propus fazer e o que escolhi para mim. Em que olho para o tempo que vai passando e penso no que alcancei, no que tive de mudar e redefinir, nos obstáculos que apareceram, no que errei, no que correu bem. Em que penso "qual o próximo passo?". Uma data que significa muito mais do que um dia de calendário. São as minhas escolhas, o que eu sou e quem eu quero ter comigo. Que me mostra que este é o caminho para a felicidade...

Férias rimam com leitura ☼ 🌊 📚

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Férias rimam com leitura. Para mim, pelo menos, rimam. Descansar a mente e o corpo, desligar e relaxar através das histórias que outros viveram e passaram para o papel. A companhia de um livro que nos faz viajar, sonhar, refletir, conhecer melhor uma realidade ou um acontecimento da História recente, que nos faz palpitar o coração - de susto ou de emoção. E se nas férias é o momento para quebrar a rotina, fazer programas diferentes - que no verão inclui sol, mar e praia! - desfrutar a companhia de quem está connosco e que visitamos nestes dias, conhecer um sítio diferente ou fazer alguma coisa nova, também é tempo para dedicar ao prazer da leitura. Nestas de férias de verão, que agora chegaram ao fim, levei comigo na bagagem livros que tornaram os meus dias mais vividos e preenchidos pela criatividade [que tanto admiro] de diferentes autores e de novas - e também habituais -personagens e cenários. Livros que trouxe da feira do livro, um requisitado na biblioteca municipal e ain...

Acredito que só assim faz sentido

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Acredito na importância de dar o primeiro passo. O que custa mais, do qual temos receio, que é o determinante. Acredito no sentir orgulho a cada centímetro que avanço. Devagar ou depressa, sem estar à espera, correndo o risco, com frio na barriga e sorriso na alma. Acredito no sabor da celebração. Das pequenas às grandes conquistas, as que partilhamos com o mundo inteiro, contamos às pessoas-especiais ou que fazemos o fogo-de-artifício apenas para nós mesmos. Acredito que o medo, o querer agradar aos outros, a ausência de um propósito de vida [por mais pequeno que seja], são muros que colocamos no nosso caminho para a felicidade. Acredito que todos dias temos mais uma oportunidade de escolher seguir, dar mais um passo, ser melhor, mais gentil. Onde há espaço para falhar, corrigir, voltar atrás, melhorar, parar. Onde tem de haver tempo para dizer "gosto muito de ti", dar a mão, olhar nos olhos, parar, apreciar, estar em silêncio ou rir porque sim. Acredito na busc...

Dar uma oportunidade à coragem

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Quem nunca teve medo, ponha a mão no ar! E não me refiro ao medo do escuro, medo de alturas ou medo de algum animal rastejante. Estou a falar daquele medo que nos prega ao chão, nos prende os movimentos e nos silencia as palavras. Aquela força que faz adiar, perder, fugir, evitar uma determinada situação. Um medo que cresce para pânico só de pensar. Com o tempo vai acumulando camadas e ficando cada vez mais sólido e resistente, que ajuda a criar uma barreira, a escondê-lo e, de forma inconsciente ou não, a esquecê-lo. Um medo que as reservas de dose de coragem não conseguem ultrapassar. Tenho muitos desses medos. Aqueles que a época infanto-juvenil ia tratando por tu, porque não lhes dava hipótese de ameaça, numa fase em que tudo-podia, embalada pela ingenuidade própria da idade. Mais tarde regressaram, assumindo uma presença mais real, talvez pela segurança (ou insegurança) que a vida adulta traz. Tenho muitos desses medos. Mas admitir que os tenho é o primeiro degrau de um daq...

Ler para nunca esquecer

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Acredito que há momentos em tudo se alinha para que a vida nos surpreenda. Foi o que me aconteceu no seguimento da sugestão de leitura do mês de abril do Clube de Leitura by Cláudia . O tema foi o "Holocausto", um momento da História Mundial que me fascina e sobre o qual colecciono sugestões de livros, uns que entretanto vou lendo e outros que se vão acumulando numa lista que vai aumentando. Por coincidência, no momento em que andava a decidir o que ia ler para cumprir o desafio mensal, hesitando entre as sugestões da Cláudia Ganhão e a minha vasta lista, visitei a Déjà Lu : uma livraria especial, em Cascais, que tem livros que já fizeram companhia a alguém e que são revendidos por uma causa solidária, e cuja receita reverte 100% para a Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21. Foi aí que tudo se alinhou - dois bons motivos para comprar um livro e uma surpresa: o  Perguntem a Sarah Gross , de João Pinto Coelho. A escolha não me desiludiu e estimulou ainda m...

O direito de votar

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Hoje é dia de eleições. Dia da exercer um direito. Um direito conquistado por outros e, em especial no que diz respeito às mulheres, que devemos respeitar e assumir como um dever. É assim que vejo o processo eleitoral. A oportunidade de expressar a minha opinião: informada, argumentada, presente e participativa. É assim que a transmito aos meus filhos. Hoje é um dia especial. O dia em que o meu filho exerceu pela primeira vez o seu direito de voto. Talvez o que ele tenha desejado com mais ênfase desde que atingiu a maioridade. A possibilidade de dizer ao mundo: estou aqui e tenho a minha opinião. Há semanas que conversamos sobre programas eleitorais, modelos de governação, políticas europeias, candidatos. Não tenho como objetivo influenciá-lo [até porque a nossa visão de "ser europeu" é seguramente diferente], mas ajudá-lo a pensar, a ter sentido crítico e a procurar informação para esclarecer as sua opinião. Aqui em casa sempre existiu o hábito de ter a televisão es...